Amor para produzir e incluir

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Por Mara Gabrilli

Em 2011, ao chegar em Brasília, surpreendi-me de maneira muito positiva com a seriedade e competência da estrutura da Casa, seus funcionários e toda a gestão interna.

Tive muita esperança em nossa democracia, quando, pessoalmente, acompanhei a reforma que a Câmara Federal passou para acessibilizar o plenário de forma que eu e outros parlamentares cadeirantes pudéssemos utilizar o espaço, assim como qualquer outro membro da Casa.  Foi assim que fiz meu primeiro discurso. E o fiz com muita honra, em homenagem aos meus eleitores e a todos que tornaram aquele fato possível.

De lá para cá, não paramos mais…

Exploramos com afinco todas as possibilidades que o trabalho parlamentar permite. Projetos, relatorias, emendas, requerimentos e tantas outras proposições legislativas para ações de alcance nacional, sem deixarmos de monitorar permanentemente as ações do Poder Executivo nas áreas de interesse da pessoa com deficiência.

Aprofundamos ainda mais nosso contato com técnicos e especialistas das mais diversas áreas, e com o público alvo das políticas públicas. Esse knowhow qualificou nossos relatórios, projetos, audiências públicas, palestras, seminários e o atendimento direto com nosso público.

Incorporamos o entendimento de que boas práticas aplicadas com sucesso em outros países precisam ser replicadas no Brasil, que, aos poucos, começa a entender a importância da acessibilidade, da igualdade de direitos e do respeito à diversidade humana.

Mas, muito além da pauta específica da pessoa com deficiência, conseguimos impetrar um olhar inclusivo para matérias que não eram especificamente voltadas a essa questão. Com muito trabalho, fomos, aos poucos, incluindo a pessoa com deficiência onde ela sempre deveria estar: na agenda do Poder Público em todas as esferas. E não só isso. Ampliamos nosso escopo de trabalho, atuando em outras áreas: políticas antidrogas, mobilidade urbana, doenças raras, pesquisas científicas, entre outras.

Sei que muita coisa ainda precisa ser feita e outras tantas aprimoradas, mas estamos no caminho certo. Temos vontade não só para produzir, mas peito para cobrar o que não está em nossa alçada.

E que 2014 seja um ano de muito trabalho e transformações.

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