As barreiras invisíveis.

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por Guilherme Bara

Rampas de acesso, sinalizações sonoras e banheiros adaptados são importantes, mas insuficientes para que façamos a inclusão das pessoas com deficiência.

Sei que caio no lugar comum com esta introdução, mas é sempre importante que nos aprofundemos no debate sobre as barreiras invisíveis que de maneira camuflada e covarde contribuem para a exclusão.

Muitas pessoas ainda evitam o convívio com alguém que tem algum tipo de deficiência. Isto acontece em ocasiões urbanas e sociais quando alguém passa por uma pessoa cega e finge que não a percebe, mesmo notando que ela precisa de ajuda para atravessar uma rua, ou isolando uma pessoa surda em uma conversa ignorando suas opiniões.

As conseqüências destes atos se potencializam quando estas atitudes acontecem no ambiente de trabalho. A pessoa com deficiência tem que colocar um esforço extra para participar, para exercer seu ofício. Tem que criar maneiras para que seu trabalho seja considerado; tem que se desdobrar para que seu ponto de vista seja ouvido, seja levado em consideração.

Sempre podemos justificar este comportamento das pessoas baseado na já desgastada muleta da falta de conhecimento. Mas se é verdade que o desconhecimento existe, também é verdade que as informações já estão disponíveis para quem, de fato, as procuram.

A enorme visibilidade que o tema vem ganhando na mídia e as milhares de pessoas com deficiência que já estão no mercado de trabalho no convívio diário nas empresas faz com que as pessoas tenham que dar um passo à frente neste processo.

É hora da sociedade, pessoas físicas e jurídicas, parar de brincar de faz de conta e enfim assumir seu papel neste já conhecido processo de inclusão.

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